O Preconceito com as mães de pessoas com deficiência

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Ross, Ellyn Victória Stein
Silva, Jaqueline da

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Silva, Jaqueline da

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O preconceito com as mães de pessoas com deficiência está centrado no preconceito com as pessoas com deficiência e no papel da mulher na sociedade patriarcal, no qual a mulher é vista, principalmente, como a cuidadora do lar e, tendo como obrigação, cuidar dos filhos, podendo ocasionar sobrecarga de trabalho para as mães e ao mesmo tempo sua invisibilidade para o reconhecimento de suas atividades, consideradas como inerentes à maternidade e obrigatórias. Do período da Antiguidade Clássica até o final do século XV, a deficiência era vista como uma deformidade associada ao pecado. Mesmo após anos, o modo de tratamento permaneceu, continuando a sofrer preconceitos e violências. Esse preconceito contra a pessoa com deficiência se reflete na mãe, visto que o patriarcado construiu histórica e socialmente que as mulheres mães deveriam exercer renúncias e sacrifícios prazerosos, cuidando da prole em tempo integral e, mesmo com todas as modificações ocorridas por meio de lutas e mobilizações sociais, continuam sendo vítimas de violências, somando-se a maternidade com os elementos do preconceito e invisibilidade, além de estranhamento do chamado diferente. No Brasil, a invisibilidade dos cuidadores de pessoas com deficiência dificultam a formulação de políticas públicas, sendo necessário as instituições avançarem nos atendimentos à pessoa com deficiência e sua família.

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