Trombose venosa central secundária a miningite: um relato de caso
Carregando...
Arquivos
Data
item.page.advisor
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Resumo
A trombose venosa central secundária à meningite é uma complicação rara, mas potencialmente grave e clinicamente significativa que pode ocorrer como resultado de infecções do sistema nervoso central, como a meningite. Dessa forma, além das manifestações clínicas típicas da meningite, o paciente irá apresentar outros sinais e sintomas que podem se sobrepor aos da própria meningite. Por isso, o reconhecimento precoce e a intervenção terapêutica oportuna são vitais para minimizar os riscos associados a essa condição desafiadora, protegendo assim a saúde e o bem-estar dos pacientes afetados. Relatar o caso de uma complicação rara, a Trombose de Veias Centrais secundária a Meningite e reforçar a importância do diagnóstico precoce. Relatar o caso de uma complicação rara, a Trombose de Veias Centrais secundária a Meningite e reforçar a importância do diagnóstico precoce. Paciente, com 1 ano e 8 meses, apresentava febre, prostração, linfadenomegalia cervical, edema periorbitário bilateral, ataxia, gemência, pele e mucosas desidratadas e hipocoradas, rigidez de nuca importante, desvio de comissura labial para direita e sopro sistólico há 7 dias antes da admissão no serviço de emergência. Durante a internação foram realizados exames laboratoriais e exames de imagem, tomografia computadorizada de crânio e angiorressonância cerebral, os quais confirmaram o diagnóstico de trombose venosa cerebral secundária à meningite. Na discussão entre a equipe médica, optou-se pelo tratamento conservador sem anticoagulante, apresentando melhora significativa na clínica e nos exames complementares após 44 dias de tratamento. O caso relatado trouxe como particularidade a contraindicação de anticoagulantes na vigência de uma Trombose Venosa Central, devido ao alto risco de complicação hemorrágica. Dessa forma, a antibioticoterapia otimizada, associada a medicações sintomáticas e de suporte, se mostraram como as principais formas de tratamento durante o período de internação.
