Percepção das puérperas sobre as práticas de cuidado recebidas no contexto hospitalar e na atenção primária à saúde

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Com o aumento das hospitalizações para os partos, a mulher foi perdendo seu protagonismo e sendo submetida a diversos procedimentos invasivos e intervencionistas, assim muitas vezes o contexto do parto e do puerpério se desvela em um momento de dor e de sofrimento físico e moral. No contexto da humanização do puerpério, o profissional da saúde deve se ater a um olhar holístico e empático, abordando todas as necessidades dessa mulher, considerando seus anseios, dúvidas, sentimentos e o ambiente em que ela se encontra, valorizando o apoio que lhe é ofertado e não somente as necessidades relacionadas ao recémnascido. Trata-se de um estudo descritivo de abordagem qualitativa realizado no município de Vitória, ES, tendo como cenário o bairro Jesus de Nazareth. Participaram do estudo 10 puérperas que vivenciaram o puerpério no bairro, sendo atendidas pela Unidade de Saúde da região, foram aplicadas entrevistas semiestruturadas, durante visitas nas residências das participantes e no ambiente da unidade durante consultas de puericultura. A análise dos resultados foi realizada mediante a técnica de análise de conteúdo proposta por Bardin. O projeto de pesquisa recebeu o parecer aprovado pelo Comitê de ética em Pesquisa com Seres Humanos em 28 de agosto de 2022. Através da análise da percepção das mulheres sobre a assistência durante o puerpério e incentivo as práticas de autocuidado, foram identificadas fragilidades no que compete à atenção a mulher, com negligência de orientações no âmbito da educação em saúde que corroborem para o autocuidado das mesmas. Além de demonstrar o efetivo papel da rede de apoio, em especial o apoio paterno, como suporte físico e emocional para mulher durante esse período. As puérperas entrevistadas apresentaram um déficit de orientações gerais e no que diz respeito ao autocuidado, contribuindo para o aumento de sentimentos conflitantes no que se refere a medos e inseguranças. Reitera-se a importância de profissionais de saúde, em especial de enfermagem, capacitados e que forneçam um olhar holístico as necessidades da mulher.

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