Perfil clínico-epidemiológico de pacientes com asma grave em tratamento com imunobiológicos
| dc.contributor.author | Reis, Mateus Gonçalves Prata dos | |
| dc.contributor.author | Ronchi, Olavo Mainenti | |
| dc.contributor.author | Tonoli, Tiago Stancioli | |
| dc.date.accessioned | 2025-10-20T13:36:42Z | |
| dc.date.issued | 2024-10-28 | |
| dc.description.abstract | A asma é uma doença crônica, heterogênea, caracterizada por inflamação das vias aéreas que ocasiona sintomas respiratórios recorrentes e limitação variável do fluxo expiratório. A etiologia da asma envolve uma complexa interação entre predisposição genética e fatores ambientais, resultando em diferentes endótipos e fenótipos da doença. O principal objetivo do tratamento da asma é o controle da doença que requer intervenções ambientais, comportamentais e farmacológicas. A investigação de comorbidades que podem dificultar o controle ou agravar a asma ou serem provocadas pela terapêutica instituída é fundamental, especialmente nos casos graves. A asma grave afeta 3% dos asmáticos, que podem requerer tratamento com imunobiológicos para controle da doença. No Brasil, o Sistema Único de Saúde disponibiliza os imunobiológicos Omalizumabe e Mepolizumabe para o tratamento da asma grave. Dados sobre o perfil clínico epidemiológico dos pacientes nessa etapa de tratamento são escassos em nosso país. Estudo descritivo, quantitativo e transversal que incluiu todos os pacientes de 18 ou mais anos, com diagnóstico de asma grave, em tratamento com imunobiológicos no Centro de Referência em Asma Grave do HSCMV entre março e junho de 2022. Foram incluídos pacientes em uso de omalizumabe ou mepolizumabe há pelo menos 12 meses, considerados respondedores ao tratamento. Foi aplicado um questionário com informações sociodemográficas, comorbidades e dados espirométricos, complementado por informações clínicas e laboratoriais retiradas do prontuário médico. O estudo incluiu 65 pacientes adultos com asma grave endótipo T2, em tratamento com Omalizumabe ou Mepolizumabe há mais de 12 meses. A média de idade era de 52,7 anos e 75,4% eram mulheres. Entre os pacientes, 74% tinham asma alérgica (tratados com Omalizumabe) e 26% tinham asma eosinofílica (tratados com Mepolizumabe). O tempo médio de tratamento foi de 4 anos. As principais comorbidades foram hipertensão, obesidade, DRGE, rinossinusite crônica e rinite. Nos exames, a média de IgE sérica foi 440,72 UI/ml, com 16,9% de resposta positiva à prova broncodilatadora. A tomografia revelou alterações como espessamento brônquico (71,9%) e bronquiectasias (29,8%). Em pacientes adultos, a asma grave está relacionada principalmente ao sexo feminino, obesidade e idade acima de 50 anos. Além disso, há uma forte associação com comorbidades como rinite, hipertensão arterial, obesidade, DRGE e rinossinusite crônica. Esses fatores ressaltam a importância das mudanças no estilo de vida, especialmente no controle do IMC, tabagismo e medidas de controle ambietal.As diferenças nas comorbidades encontradas neste estudo em relação a outros na literatura indicam a necessidade de mais pesquisas para explorar essa relação, principalmente com amostras maiores e comparando diferentes níveis de gravidade da asma. | |
| dc.description.sponsorship | Serpa, Faradiba Sarquis | |
| dc.identifier.uri | https://ri.emescam.br/handle/123456789/349 | |
| dc.language | por | |
| dc.subject | Asma | |
| dc.subject | Doença Crônica | |
| dc.subject | Tratamento com Imunobiológicos | |
| dc.title | Perfil clínico-epidemiológico de pacientes com asma grave em tratamento com imunobiológicos | |
| dc.type | Other |
