Perfil epidemiólogico da hanseníase no Estado do Espírito Santo nos anos de 2010 - 2019

Resumo

A Hanseníase é uma doença infectocontagiosa, crônica e de evolução lenta, essencialmente ligada a contextos socioeconômicos e ambientais desfavoráveis, ainda caracterizada como um problema de saúde pública. Trata-se de um estudo ecológico, descritivo com abordagem quantitativa, a partir de dados coletados em julho de 2022, através do TABNET/DATASUS, com casos notificados de Hanseníase residentes no Estado do Espírito Santo e tratados no Microsoft Office Excel. As variáveis de desfecho são as características da doença e do tratamento; as variáveis de exposição são: sexo, faixa etária, escolaridade, raça e Regiões de Saúde (Metropolitana, Sul e Central-Norte), descritas em frequência absoluta, relativa e cálculo de taxas de detecção anual de casos novos. Foram notificados 7.592 casos novos de Hanseníase entre 2010-2019. A taxa total de incidência mais alta, no estado, foi entre 2010 e 2011, com índice de 31,71/100.000 habitantes, reduzindo a 15,22/100.000 hab. em 2019. Dentre as Regiões de Saúde, a Central-Norte destacou-se, entre as demais regiões, com sua maior taxa em 2011 (49,50/100.000 hab). O sexo masculino com 55,81% dos casos; a faixa etária de 40 a 59 anos, com 35,39% e a raça não branca com 63,84% prevaleceram nesse estudo, assim como, a classificação Multibacilar com 54,02%, a forma Dimorfa com 32,86% e o Grau de Incapacidade Física 0 (GIF0) com 66,98% dos casos. A pesquisa revela uma queda na incidência de casos novos de Hanseníase, no Espirito Santo, entre 2010 e 2019. O panorama sociodemográfico aqui retratado sugere uma falha na execução das Políticas Públicas, tornando imprescindível uma reavaliação em relação a implantação e implementação de ações de educação em saúde e assistenciais para qualificação do manejo da doença.

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