Densidade mamária e câncer de mama: um estudo sobre esta correlação em mulheres pó-menopausa

Resumo

O câncer de mama, além de ser o mais prevalente, representa a principal causa de morte, por câncer, entre as mulheres, sendo responsável por 15,5% dos óbitos. Em fases iniciais a doença costuma ser assintomática, o que torna essencial a detecção precoce através de programas de rastreamento. Fatores como idade, densidade mamária, exposição hormonal, histórico reprodutivo e estilo de vida desempenham um papel importante no desenvolvimento do câncer de mama. Estudos sugerem que a permanência da alta densidade mamária, especialmente acima de 50%, está associada a um aumento no risco de câncer de mama em mulheres pós-menopausadas. Embora a densidade mamária reduza naturalmente com a idade, fatores hereditários e comportamentais também exercem influência. O rastreamento a partir da mamografia é fundamental, mas em mulheres com mama densa, especialmente menopausadas, exames complementares são necessários para um diagnóstico precoce, como ultrassonografia. Avaliar a correlação entre a densidade mamária e o câncer de mama, considerando os subtipos imuno-histoquímicos, em mulheres pós-menopausadas acompanhadas no serviço de mastologia do Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Vitória. O estudo incluiu 200 pacientes, em que 66 (33,5%) eram não menopausadas e 131 (66,5%) eram menopausadas. Quanto à densidade mamária, 122 (61,9%) apresentavam mamas densas e 75 (38,1%) mamas adiposas. Acerca dos subtipos imuno-histoquímicos, os mais encontrados, independentemente de densidade mamária e estado menopausal, foram luminal B (30,5%) e luminal A (29,4%), sendo este último o mais frequente na pós-menopausa (34,4%). Verificou-se uma associação estatisticamente significativa entre a mama densa e o câncer de mama em mulheres pós-menopausadas, e, na pré-menopausa, entre a alta densidade mamária e o perfil imuno-histoquímico, com predomínio dos subtipos luminais A e B. Além disso, o subtipo luminal A foi o mais encontrado em pacientes na pós-menopausa, independente da densidade mamária, o que representa menor agressividade e melhor prognóstico. Esses achados reforçam a importância da avaliação da densidade mamária nos exames de imagem como um potencial fator de risco e fator preditivo no câncer de mama, especialmente em mulheres pós-menopausadas, e sugerem a necessidade de um rastreamento diferencial para estas mulheres, seja com intervalos mais curtos, ou uso de exames contrastados.

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