Análise da força máxima inspiratória e expiratória em pacientes com esclerose múltipla

dc.contributor.authorTaveira, Fernanda Machado
dc.date.accessioned2025-10-21T13:53:48Z
dc.date.issued2009-12-03
dc.description.abstractA Esclerose Múltipla (EM) é uma doença desmielinizante associada à inflamação crônica do SNC, cujos sintomas manifestam-se principalmente por déficit de equilíbrio, incoordenação motora, fraqueza e fadiga muscular. O comprometimento da força da musculatura respiratória ocorre em várias doenças neuromusculares, e na EM, a progressão das complicações respiratórias nestes pacientes surge em geral como consequência direta entre dois pontos: fraqueza e fadiga dos músculos respiratórios (inspiratórios e expiratórios) e de vias aéreas superiores. O estudo foi do tipo descritivo transversal, com uma amostra não probabilística de conveniência formada por 10 pacientes. Foi realizada a análise da Pressão Inspiratória Máxima (Plmáx) e Pressão Expiratória Máxima (PEmáx) mensuradas, por meio da manovacuometria, comparadas com as respectivas pressões estimadas para o gênero e idade. Foi realizada análise descritiva dos dados através de tabelas e gráficos com média e desvio padrão, e teste-t student para amostras pareadas considerando um nível de significância p<0,05. Dos 10 pacientes analisados, 08 eram do sexo feminino e 02 do sexo masculino, com média de idade de 45 ± 10 anos. Destes, 06 (60%) declararam-se brancos, 03 (30%) de cor parda e 01 mulato (10%). Apenas 03 (30%) dos pacientes declararam-se tabagistas, e 100% destes relataram realizar tratamento fisioterapêutico. A média do tempo de diagnóstico foi de 7,8 ± 5,5 anos. No grupo feminino, a análise estatística comparativa das médias encontradas e estimadas foi significativamente menor tanto para a Plmáx quanto para a PEmáx. А Plmáx média encontrada foi de 43,13 ± 15,80 cmH2O, e a estimada de 88,53 ± 5,41 cmH2O (p=0,0001). A PEmáx média encontrada foi de 46,50 ± 14,72 cmH2O, e a estimada de 88,38 ± 6,74 cmH2O (p=0,0001). Já no grupo masculino, não foi observada significância estatística quando comparadas as médias da Plmáx e PEmáx. A Plmáx média encontrada foi de 65 ± 21,21 cmH2O, e a estimada de 117,75 ± 4,60 cmH2O (p=0,21). A PEmáx média encontrada foi de 55 ± 7,07 cmH2O, e a estimada de 127,5 ± 4,96 cmH2O (p=0,07). Através desse estudo foi possível verificar uma diminuição da Plmáx e PEmáx nas mulheres com EM quando comparadas com seus respectivos valores médios estimados. Nos homens não foi observada alteração estatisticamente significante, provavelmente pelo reduzido número de participantes desse gênero. Torna-se importante o manejo precoce da musculatura respiratória nesses pacientes, visando prevenir possíveis disfunções respiratórias decorrentes da diminuição progressiva da força muscular nessa população.
dc.description.sponsorshipPaganotti, Mônica Tanaka
dc.identifier.urihttps://ri.emescam.br/handle/123456789/373
dc.languagepor
dc.subjectEsclerose Múltipla
dc.subjectForça Muscular Respiratória
dc.subjectMúsculos Respiratórios
dc.titleAnálise da força máxima inspiratória e expiratória em pacientes com esclerose múltipla
dc.typeOther

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