Análise do tratamento de sífilis gestacional em pacientes acompanhadas em alojamento conjunto

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A sífilis é classificada apresenta uma forma habitual de transmissão pela via vertical, devido a capacidade em atravessar a barreira hematoplacentária durante a gestação de uma mulher com sífilis não tratada ou tratada de forma inadequada, ocasionando na sífilis congênita, com desfechos na maioria das vezes graves. A realização da triagem para sífilis e o tratamento da doença ainda no prénatal é mais vantajoso no âmbito de custo-benefício quando comparado a investigação e acompanhamento do recém-nascido com sífilis congênita. Caracterizar o tratamento de sífilis em gestantes internadas em uma maternidade de risco habitual. Estudo descritivo, observacional, quantitativo, transversal, do tipo análise retrospectiva documental, baseado em dados obtidos em registros de gestantes diagnosticadas com sífilis durante o pré-natal ou no momento do parto no hospital-maternidade Pró-Matre no período de janeiro de 2020 a junho de 2022. Dentre as 8.785 parturientes internadas na maternidade, foram incluídas no estudo 162 pacientes com sífilis, representado por 103 (63.58%) gestantes que realizaram o tratamento adequado, 44 (27.16%) que realizaram de forma inadequada e 15 (9.26%) não o realizaram. Quanto às gestantes que receberam o diagnóstico no primeiro trimestre, não houve diferença significativa entre as gestantes que trataram de forma correta (60.19%) ou incorreta (56.82%). Em gestantes que não realizaram tratamento ou realizaram de forma incorreta, prevaleceram casos de sífilis congênita não acompanhada de neurossífilis, 93.33% e 95.45%, respectivamente. Nas mulheres que seguiram o protocolo com tratamento adequado, os recém-nascidos foram considerados expostos em sua maioria (97.09%). A partir das análises contempladas, foi possível perceber que o início precoce do acompanhamento de pré-natal contribuiu com a maior possibilidade do tratamento adequado para sífilis gestacional, assim como está associado a melhores desfechos no que tange a saúde do recém-nascido. Sendo possível perceber que ainda existe um considerável nível de inadequação de tratamento da sífilis gestacional, assim como uma baixa adesão ao pré-natal, o que evidencia a relevância estatística na problemática de saúde pública abordada.

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