Mortalidade por causas externas nas regiões do Espírito Santo: década de 2011 a 2020
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Resumo
A ocorrência de acidente, homicídio e suicídio compõe o grupo das causas externas. No Brasil, esse é um grande problema de saúde pública por se tratar de uma causa potencialmente evitável de óbito e, apesar disso, persistem alarmantes índices de morbimortalidade decorrentes desse fato, impactando diretamente na qualidade e expectativa de vida da população. Analisar o perfil associado aos óbitos por causas externas, nas três regiões do estado do Espírito Santo, durante uma década. Foram identificadas 36.521 vítimas de óbitos decorrentes das causas externas no estado do Espírito Santo durante a década estudada. Prevaleceu o óbito na macrorregião de saúde Metropolitana (58%), seguida da Central Norte (26,1%) e Sul (15,9%). Na região Metropolitana, com uma média de 2.117 óbitos anuais, prevaleceu trauma do tipo agressão (44,8%), faixa etária adulto-jovem 20-59 anos (62,5%), sexo masculino (80,7%), cor/raça parda (64,8%), escolaridade ignorada (51,6%), estado civil solteiro (52,3%) e local de ocorrência em hospital (37,0%). Na Região Central Norte, com média de 955 óbitos anuais, prevaleceu a agressão (37,1%), faixa etária adulto-jovem 20-59 anos (66,9%), sexo masculino (82,1%), cor/raça parda (65,8%), escolaridade ignorada (35,5%), estado civil solteiro (48,2%), local de ocorrência em hospital (40,6%). Na região Sul apresentou uma média de 581 óbitos anuais e prevaleceu acidentes de transporte (35,4%), faixa etária adulto-jovem 20-59 anos (61,6%), sexo masculino (78,0%), cor/raça branca (43,9%), escolaridade ignorada (74,2%), estado civil solteiro (29,3%) e local de ocorrência em hospital (46,9%). A distribuição espacial das causas externas nas regiões do Espírito Santo, juntamente com perfil do óbito delineado anteriormente, fornece as principais áreas do estado que necessitam de mais pesquisa, educação continuada, alocação de recursos e medidas de prevenção em relação à característica associada a vítima de cada região.
