Principal desfecho gestacional desfavorável em uma maternidade filantrópica de risco habitual

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Prematuridade, natimortalidade, abortamento, hemorragia pós-parto (HPP) e morte materna são alguns dos muitos desfechos desfavoráveis para uma gestação, a literatura aponta a HPP como a principal causa de morbidade e mortalidade materna no mundo. Identificar o principal desfecho gestacional desfavorável ocorrido no ano de 2021 em uma maternidade de risco habitual na cidade de Vitória, capital do Espírito Santo, que presta serviço ao Sistema Único de Saúde (SUS), pontuar as características da população em que ocorreu o desfecho desfavorável, discorrer sobre as condutas utilizadas para solucionar esse principal desfecho e comparar as condutas aplicadas com as citadas em literatura. Trata-se de um estudo retrospectivo qualitativo, desenvolvido a partir da análise de prontuários eletrônicos das gestantes cujo parto ocorreu na referida maternidade durante o ano de 2021, sendo os nomes obtidos através dos livros de registro de nascimentos e óbitos da maternidade. Foram incluídas no estudo gestantes que vieram a apresentar ao menos um dos desfechos desfavoráveis: pré-eclâmpsia, eclâmpsia, atonia uterina, hemorragia pós-parto, morte materna, prematuridade e morte fetal. Foram excluídos do estudo casos sem ao menos um dos desfechos desfavoráveis, prontuários incompletos, e prontuários sem diagnóstico materno estabelecido. Os dados obtidos foram organizados em planilhas e analisados por meio de frequências e percentuais. Do total de 3652 partos ocorridos na maternidade em 2021, 171 apresentaram algum desfecho desfavorável. A atonia uterina foi o mais comum, ocorrendo em 72 (37,5%) parturientes, com prevalência 130% superior à da prematuridade, segundo desfecho mais comum. O principal motivo de internação na maternidade foi trabalho de parto ativo em gestações a termo (66,7%), seguido de internação para cesariana eletiva (11,1%). A medicação mais utilizada, além da ocitocina profilática, foi a metilergometrina, seguida de ocitocina suplementar, ácido tranexâmico e misoprostol. O principal desfecho desfavorável encontrado foi atonia uterina, a maior parte das pacientes tinham idade entre 18 e 35 anos, residiam em Vitória, eram primigestas, compareceram em um número adequado de consultas no pré-natal, não tinham história de intercorrências durante a gestação e negaram o uso de substâncias lícitas ou ilícitas durante a gestação. As medicações empregadas foram coerentes com protocolos encontrados na literatura, porém, não foi possível analisar se a ordem de administração seguiu os protocolos devido à falta dessa informação nos prontuários.

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