Hemimelia Tibial: um relato de caso

Resumo

A hemimelia tibial é uma anomalia congênita pouco frequente, caracterizada pelo desenvolvimento incompleto ou ausência total da tíbia, um dos ossos longos que compõem a perna. Essa condição, originada ainda no período embrionário, pode provocar deformidades significativas nos membros inferiores, afetando a estrutura óssea e comprometendo a função motora. Objetivo: Este trabalho tem como finalidade apresentar o caso de uma paciente diagnosticada com hemimelia tibial, explorando os principais aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos, com foco nas estratégias adotadas ao longo do seu acompanhamento. Método: A construção deste estudo baseou-se na análise dos registros médicos da paciente, incluindo anamnese, exame físico e exames complementares, compreendidos entre 28 de setembro de 2015 e 28 de junho de 2023. O projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) para aprovação e seguiu todas as diretrizes éticas, com a devida autorização formalizada por meio do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Relato de Caso: J.A., paciente do sexo feminino, recebeu o diagnóstico de hemimelia tibial à direita aos 5 meses de idade, após apresentar dismetria nos membros inferiores (diferença inicial de 2,38 cm) e desvio em varo do antepé. A gestação transcorreu normalmente, assim como o desenvolvimento neuropsicomotor inicial. O acompanhamento foi conduzido pelo serviço de ortopedia do Hospital da Baleia, em Belo Horizonte. Com 3 anos de idade, a criança passou pela primeira cirurgia, que envolveu o uso de fixador externo para corrigir o desalinhamento do membro. A resposta ao procedimento foi positiva, sem intercorrências dolorosas e com evolução favorável do alinhamento. Aos 3 anos e 8 meses, o fixador foi retirado, e a paciente iniciou fisioterapia devido a um novo encurtamento ósseo, que posteriormente estabilizou em 1,8 cm, sem gerar deformidades adicionais. Aos 9 anos e 5 meses, um novo procedimento de alongamento ósseo foi realizado, também com uso de fixador externo. Houve boa regeneração óssea e um ganho de 4 cm no comprimento do membro. Após 15 meses, o fixador foi removido, e foi indicada epifisiodese femoral para compensar a dismetria, que então alcançava 5 cm. Em agosto de 2024, foi necessária uma nova intervenção cirúrgica com colocação de outro fixador externo. No entanto, o dispositivo foi retirado em dezembro do mesmo ano devido à ocorrência de osteomielite focal, sendo iniciado tratamento com antibióticos e debridamento cirúrgico. Atualmente, com 12 anos, a paciente apresenta mínima e deformidade em valgo da tíbia direita. Continua em seguimento ortopédico, realizando fisioterapia regular e praticando atividades físicas.

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