Espiritualidade/religiosidade entre estudantes de graduação em medicina: por que conhecer?
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Resumo
A formação científica do médico, quando centrada na esfera dos fenômenos meramente biológicos, torna a contextualização das dimensões subjetivas, como é o caso de espiritualidade/religiosidade, uma tarefa bastante difícil, se não um encargo praticamente impossível. O objetivo do estudo é medir a espiritualidade dos ingressantes de medicina de uma escola superior de saúde no período de 2018/2 e 2020/1. Estudo quantitativo observacional com caráter descritivo e transversal realizado em uma faculdade de medicina da cidade de Vitória, Espírito Santo, Instituição de caráter filantrópico que tem como fonte questionários aplicados aos estudantes regularmente matriculados no período de 2018 a 2020. A população do presente estudo possui idade média de 19,8 (desviopadrão: 3,1), sendo 51,52% do sexo masculino e 48,48% do feminino. As repostas dos alunos nos atestam uma dissonância entre o entendimento por parte dos ingressantes dos conceitos de espiritualidade e religiosidade. Além disso, sugerem que estes vão menos em templos religiosos, porém tendem a ter práticas religiosas ou espirituais. Percebe-se, também, que as mulheres tem chances maiores de encontrar força na religião e de sentir paz interior ou harmonia. Diante dos conceitos e das relações entre espiritualidade/religiosidade e medicina, a noção da percepção e da interação dos ingressos com estes conceitos é um passo fundamental no intuito de ampliar a discussão do assunto no âmbito da graduação médica, a fim de que o estudante possa ter contato com esses valores e construir uma visão própria sobre o tema, aspirando uma abordagem mais holística do paciente.
