Perfil de realização do exame mamográfico das pacientes em um hospital de referência

dc.contributor.authorAlves, Antonio Ceolin de Castro
dc.contributor.authorMartins, Mariana Moulin
dc.contributor.authorParis, Paulo Viçosi
dc.date.accessioned2025-10-17T12:46:05Z
dc.date.issued2024-10-30
dc.description.abstractA mamografia de triagem é o principal método para identificação precoce de câncer de mama, posto que é capaz de detectar o câncer em uma fase pré-clínica assintomática e, assim, mudar a história natural da doença. É a única técnica de imagem que demonstrou consistentemente diminuir a mortalidade relacionada ao câncer de mama. Vale salientar que para que a mamografia exerça sua ação de reduzir o risco de morte por câncer de mama, o rastreamento deve ser regular. De modo que, a falta de um único exame de triagem concede um aumento significativo do risco. Trata-se de um estudo transversal, observacional, descritivo e quantitativo de pesquisa documental prospectivo. Os indivíduos estudados foram as pacientes que realizaram exame de mamografia no HSCMV. O estudo ocorreu a partir da coleta de dados nos 6 meses seguintes à aprovação pelo CEP. A amostra incluiu 400 pacientes, das quais 9,3% realizaram a primeira mamografia. Apenas 19,8% iniciaram aos 40 anos, 24% antes dos 40, 13,5% entre 41 e 44, 20% entre 45 e 49, e 14,5% após os 50. Das 96 pacientes que fizeram o exame antes dos 40 anos, 72,9% realizaram para rastreamento, com 23,7% de risco elevado e 76,3% de risco habitual. O tempo médio de espera foi de 70,4 dias, sendo 91 dias para risco elevado e 68 para habitual. Para exames diagnósticos, a espera foi de 84 dias, e para rastreamento, 67 dias. 86,8% dos exames foram solicitados no HSCMV, com 74 dias de espera na Grande Vitória. 13,3% foram pedidos nas UBS, com 90 dias de espera na Grande Vitória e 27 dias no interior. A espera média de 70,4 dias para a realização de mamografias é preocupante em relação às diretrizes internacionais. Exames de rastreamento tiveram uma espera de 67 dias, enquanto os diagnósticos, 84 dias. Pacientes de alto risco aguardaram 91 dias, contra 68 dias para as de baixo risco, sugerindo falhas na priorização. 86% das mamografias foram solicitadas pelo ambulatório do HSCMV, com espera de 72 dias, e 13,3% pelas UBS, com 58 dias. Na Grande Vitória, o tempo foi maior: 74 dias no HSCMV e 90 dias nas UBS, comparado a 44 e 27 dias no interior. Apenas 9,3% das pacientes estavam realizando a primeira mamografia, todas já com indicação prévia, mas sem orientação médica adequada. Esses dados indicam a necessidade de melhorar a orientação profissional e a organização dos serviços de saúde para priorizar o rastreamento. Nota-se elevada porcentagem de pacientes em discordância com o preconizado pela FEBRASGO e SBM, além da preocupante média de dias para realizar mamografia. Nesse contexto, políticas públicas ainda mais eficazes devem ser consideradas.
dc.description.sponsorshipSantos, Danielle Chambô dos
dc.identifier.urihttps://ri.emescam.br/handle/123456789/329
dc.languagepor
dc.subjectMamografia de Triagem
dc.subjectCâncer de Mama
dc.subjectNeoplasia da Mama
dc.subjectCâncer
dc.titlePerfil de realização do exame mamográfico das pacientes em um hospital de referência
dc.typeOther

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