O uso de imunossupressores na doença inflamatória intestinal
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Resumo
Existem diversas opções terapêuticas para a DC, dentre elas os imunomoduladores. Estes medicamentos são principalmente indicados na apresentação leve a moderada da doença ou em conjunto com outros medicamentos nos pacientes com acometimentos mais graves. 30-40% dos pacientes podem ser manejados da inflamação e terem a cicatrização da mucosa sem o uso de imunobiológicos. Por isso a importância, ainda nos dias de hoje, de se discutir sobre terapia não biológica na DC. Analisar e comparar a eficácia terapêutica dos imunossupressores e imunobiológicos no controle das doenças inflamatórias intestinais através de revisão bibliográfica. Este estudo constitui uma revisão abrangente da literatura, caracterizado como uma análise secundária que reforça a formulação de diretrizes clínicas. Para a identificação e seleção dos estudos, foi realizada uma pesquisa eletrônica por meio da plataforma PubMed, em duas consultas distintas. Na primeira pesquisa, foram empregados os descritores ("Azathioprine"[Mesh]) ou "Methotrexate"[Mesh]) AND "Crohn Disease"[Mesh]), sem restrições de limites temporais. O resultado foi de 187 artigos, dos quais após um processo de seleção cuidadosa foram selecionados 32 artigos. Na segunda pesquisa, focalizamos no descritor ("Azathioprine"[Mesh]), obtendo um total de 152 resultados. Posteriormente, após leitura dos títulos, 39 eram potenciais candidatos. Em seguida, realizamos uma análise aprofundada dos resumos, dos quais 7 artigos se alinhavam ao objetivo do estudo. Dentre esses, 5 artigos foram considerados pertinentes e incluídos de forma definitiva. Imunossupressores, como AZA, 6-MP e MTX, tratam eficazmente a DC, sobretudo em pacientes corticodependentes. Em casos moderados a graves, a combinação de tiopurinas com anti-TNF induz remissão e cicatrização mucosa superiores a tiopurinas isoladas. A manutenção da remissão é eficaz com imunossupressores, mas a combinação com anti-TNF é preferível, requerendo monitoramento dos níveis séricos e consideração de riscos de efeitos adversos. Ainda há espaço para azatioprina, 6-mercaptopurina e metotrexato na terapia de DC nos casos leves e moderados, assim como na comboterapia com anti-TNF nos pacientes com doença grave.
