Avaliação do conhecimento e opinião dos condutores sobre doação de órgãos no estado do Espírito Santo
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Resumo
O presente estudo teve como objetivo avaliar o conhecimento e a opinião de indivíduos atendidos em um ambulatório de exames médicos e psicológicos para obtenção e renovação da carteira de habilitação sobre doação de órgãos, a fim de identificar possíveis barreiras que limitam a doação de órgãos. Trata-se de um estudo descritivo transversal realizado em uma clínica de renovação de carteiras de habilitação de grande porte com três unidades físicas localizadas nas cidades de Vila Velha, Serra e Cariacica, todas localizadas na Grande Vitória-ES, Brasil. Um questionário semiestruturado com 17 questões fechadas e abertas, algumas com possibilidade de mais de uma opção de resposta, foi desenvolvido para coletar dados que possibilitassem levantamentos sociodemográficos e de opinião dos entrevistados sobre o tema da pesquisa. Não foram feitas perguntas que exigissem conhecimento específico sobre doação de órgãos. Foram incluídos todos os motoristas de 18 a 65 anos que foram atendidos em uma das três unidades clínicas para exames médicos e psicológicos para obtenção e renovação da carteira de habilitação no período de setembro a novembro de 2020 e concordaram em assinar o termo de consentimento livre e esclarecido. Os participantes que responderam o questionário de forma incompleta foram excluídos do estudo. Os dados foram agrupados, categorizados e apresentados em tabelas, bem como analisados descritivamente usando o IBM SPSS Statistics (Statistical Package for the Social Sciences) versão 25. Foram aplicados 1183 questionários, sendo 183 descartados por estarem incompletos. Do total de pesquisados, 59% relataram não ser doadores de órgãos, enquanto 41% relataram ser doadores de órgãos. Destes, 85,1% relataram que seus familiares estavam cientes de sua escolha, e entre os que se autodeclararam como não doadores, 53,4% afirmaram que seus familiares estavam cientes de sua decisão. Quanto ao conhecimento sobre o tema abordado na pesquisa, 2,3% afirmaram não saber sobre o tema, e 97,7% dos candidatos relataram ter alguma informação sobre o assunto. O principal meio de comunicação que permitiu a aquisição de conhecimento foi a televisão, com 65,6%, e em segundo lugar a internet, com 33,1%. Sobre o conhecimento existente sobre o número de pacientes em lista de espera para receber um órgão e o número atual de doadores, 0,9% afirmou ser suficiente, 3,7% afirmou ser mais do que suficiente, 23,3% não souberam informar e 72,1 % afirmou que era insuficiente. Sobre a existência de fatores que desestimulam o cidadão a se tornar um doador de órgãos, 49,9% das pessoas responderam que existem esses fatores, dentre eles prevaleceu o medo, a falta de conhecimento sobre o assunto e a religião. Por fim, foi revelado que o melhor meio de divulgação de informações sobre doação de órgãos é por meio das mídias sociais, com 51,5%, seguido de campanhas públicas, com 51,1%. O presente estudo descreveu o conhecimento e a opinião dos motoristas de veículos da região sobre a doação de órgãos. Essas informações podem servir de subsídios aos gestores de saúde na elaboração de diferentes estratégias e ações sociais voltadas para aumentar o número de doadores de órgãos e tecidos, tornando o processo mais eficiente.
