Perda auditiva neurossensorial imunomediada: um relato de caso
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Resumo
A perda auditiva neurossensorial imunomediada é uma condição rara, caracterizada pela perda auditiva bilateral e assimétrica, de início rápido e progressão variável, causada por uma reação autoimune contra proteínas da orelha interna. Seus mecanismos fisiopatológicos ainda são incertos e não há critérios diagnósticos bem definidos, sendo a pesquisa de anticorpos contra a HSP70 o teste que mais se associa a essas perdas auditivas. A base do tratamento consiste em terapia com corticosteroides e imunossupressores. Trata-se de um relato de caso, de delineamento descritivo, de caráter narrativo e reflexivo. A escolha do participante se deu em razão da raridade de sua doença e os dados foram obtidos a partir da análise do prontuário do paciente. Homem, 54 anos, com queixa de diminuição da acuidade auditiva à direita e zumbidos, bilateralmente. Relatava também artralgia e edema em articulações de quirodáctilos, cotovelos e joelhos, além de história familiar positiva para doenças autoimunes. Audiometria e impedanciometria sugestivos de perda auditiva neurossensorial descendente à direita e triagem reumatológica positiva para anticorpos anti-HSP70. Paciente foi encaminhado ao reumatologista para início de terapia imunossupressora. Estudos sistemáticos e metanálises estabeleceram uma forte associação entre doenças autoimunes e a perda auditiva neurossensorial. O quadro clínico do paciente somado ao seu histórico familiar e a positividade para anticorpos anti-HSP70 corroboram com a suspeita de que a perda auditiva do paciente é decorrente de um processo autoimune. Logo, o paciente foi corretamente encaminhado para início do tratamento, buscando estabilizar a perda auditiva e tratar a condição autoimune subjacente. É evidente que a associação entre a perda auditiva neurossensorial e doenças autoimunes destaca a necessidade de uma abordagem multidisciplinar no manejo de pacientes com perda auditiva progressiva e sintomas sistêmicos, visando prevenir possíveis perdas funcionais importantes decorrentes da doença e melhorando significativamente a qualidade de vida.
