Prevalência de sarcopenia nos pacientes cirróticos do ambulatório da Santa Casa de Vitória
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Resumo
Sarcopenia é uma síndrome caracterizada por perda progressiva e generalizada de massa e força muscular, observada em diferentes graus em pacientes com afecções crônicas diversas. Nos cirróticos, reflete uma desnutrição proteico-energética por desequilíbrio metabólico de proteínas, e associa-se ao pior prognóstico e redução da sobrevida pós transplante hepático. Avaliar a distribuição epidemiológica da sarcopenia nos pacientes cirróticos do ambulatório da Santa Casa de Misericórdia de Vitória-ES, buscando sua associação com a função hepática e complicações da cirrose. Estudo transversal, epidemiológico e unicêntrico. Aplicou-se um questionário aos pacientes e mediu-se a força de preensão manual (hand grip) com o auxílio de um dinamômetro, sendo realizadas 3 medidas intervaladas durante 3 segundos cada. A população total foi de 64 pacientes cirróticos, sendo a média de idade 58 anos e a etiologia mais prevalente o álcool. Definiu-se a presença de sarcopenia a partir de dois valores de referência: com base no ponto de corte 1, identificou-se sarcopenia em 33 pacientes (51,6%); pelo ponto de corte 2, 23 (35,9%) eram sarcopênicos. O estudo evidenciou que, dentre os parâmetros observados, houve associação entre o sexo feminino e a sarcopenia nos dois pontos de corte. Além disso, notou-se no ponto de corte 2 que pacientes com pontuação de 15 ou mais no Modelo para Doença Hepática Terminal (MELD) tiveram maior prevalência de sarcopenia, quando em comparação com pacientes com MELD abaixo de 15. O estudo evidenciou que não houve associação entre a sarcopenia e o evento de complicações da cirrose na população estudada. Em nossa casuística, obtivemos uma variação de sarcopenia entre 35-52% na população estudada, o que teve relação com o MELD mais elevado, podendo demonstrar associação com piores desfechos clínicos. Dessa forma, concluiu-se que a presença de sarcopenia em pacientes cirróticos pode estar ligada a fatores prognósticos, e deve ser valorizada como dado clínico no manejo destes pacientes.
