Síndrome Oculoglandular de Parinaud associada à esporotricose: relato de caso

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A síndrome oculoglandular de Parinaud (SOP) é uma infecção rara que se apresenta clinicamente com conjuntivite granulomatosa unilateral associada à linfadenopatia pré-auricular ou submandibular ipsilateral e síndrome febril. A causa mais comum de SOP é a Bartonelose, transmitida pela arranhadura ou mordedura do gato infectado. Outros causadores também podem estar relacionados como a esporotricose, tularemia, tuberculose, coccidioidomicose, herpes simples, sífilis, dentre outros. Trata-se de um estudo observacional descritivo, na qual as informações foram obtidas por meio de revisão do prontuário hospitalar da Santa Casa de Misericórdia de Vitória, registro fotográfico dos métodos diagnósticos aos quais o paciente foi submetido e revisão da literatura. Paciente B.L., sexo feminino, 26 anos, que foi encaminhada por oncologista ao ambulatório de oftalmologia HSCMV, para avaliação de lesão conjuntiva tarsal esquerda. Relatou ter feito o uso de ciprofloxacino em colírio, anti-histamínico tópico e lubrificante ocular sem melhora dos sintomas. Possui gato em seu domicílio e alegou haver surto de esporotricose felina na região que reside. Ao exame físico foi observada presença de linfonodos móveis em região cervical e submandibular esquerda. Ao exame de biomicroscopia observou-se presença de lesão vegetante, granulomatosa e com folículos ao redor do centro da conjuntiva tarsal superior esquerda. Negou comorbidades e uso regular de medicamentos. Demais sistemas sem alterações. Tendo a Síndrome Oculoglandular de Parinaud como hipótese, foi colhido material para exame anatomopatológico, cultura para Bartonella henselae e Sporothrix schenckii, além das sorologias. Foi iniciado o tratamento empíricamente para Bartonella com Doxiciclina, enquanto não se tinha o resultado da cultura, porém sem resposta clínica significativa. O histopatológico apresentou resultado de inflamação crônica granulomatosa com tecido de vascularização e cultura negativa para Bartonella. Foi trocada a medicação para itraconazol com cobertura de esporotricose tendo regressão total e melhora do caso em 2 meses, confirmando assim a hipótese etiológica.

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