Fatores associados ao encaminhamento de pacientes clínicos atendidos pelo SAMU encaminhados para hospital referência em AVC

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O Acidente Vascular Cerebral (AVC) representa um sério desafio de saúde pública, com um aumento significativo de casos e óbitos no Brasil nos últimos anos. Em 2024, já foram registrados mais de 50 mil óbitos. Para uma abordagem adequada da doença, é necessário classificar o AVC, diferenciando primariamente entre isquêmico e hemorrágico, a fim de possibilitar um atendimento rápido e especializado, minimizando sequelas e mortalidade. Estudo observacional transversal, por meio da coleta de dados do software de Regulação SAMU 192 nos anos de 2020 e 2021. Realizada análise univariada (teste do Qui-quadrado e resíduos ajustados). O estudo analisou 20.695 pacientes, com 700 encaminhados para o hospital de referência de AVC. Destes, 663 pacientes foram provenientes do domicílio, 270 foram atendidos no período matutino, 498 foram classificados como críticos/vermelhos, 477 foram descritos como acidente vascular encefálico, 153 como mau súbito. Quanto às medidas de associação, pacientes com 55 a 64 anos, 65 a 74 anos e 75 anos ou mais apresentaram resíduos ajustados > 1,96. De igual modo, pacientes atendidos no município de Viana, no domicílio, período matutino, classificados como críticos também apresentaram resíduos ajustados > 1,96. Quanto à variável tipo de ocorrência clínica, acidente vascular encefálico e mau súbito demonstraram o mesmo resultado descrito anteriormente. A prevalência de pacientes clínicos encaminhados para hospital de referência em AVC foi de 3,38%. O estudo identificou fatores associados ao desfecho clínico de pacientes atendidos pelo SAMU, destacando o ciclo de vida, a cidade, a origem do chamado, o período de solicitação, o nível de urgência e ocorrências clínicas, como AVC e mal súbito. Pacientes com mais de 55 anos foram os mais afetados, especialmente em Viana. Chamados extradomiciliares durante o período matutino e classificados como urgência vermelha tiveram maior impacto. Esses resultados indicam a necessidade de atenção na triagem e encaminhamento precoce para centros de referência em AVC. Além disso, sugere-se a implementação de campanhas de prevenção e treinamentos para melhor identificação de casos críticos na população vulnerável.

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