Fotocoagulação a laser em gemelar acárdico com sequência TRAP: a propósito de um caso
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Resumo
Gestações gemelares monocoriônicas complicadas por sequência de perfusão arterial reversa (TRAP), nas quais um gêmeo anômalo com um coração ausente (gêmeo acárdico) é perfundido por seu co-gêmeo (gêmeo bomba) através de anastomoses artério-arteriais aberrantes, demandam intervenção haja vista o risco para o gêmeo bomba. Este artigo tem intuito de relatar o caso de uma fotocoagulação a laser realizada em gemelar acárdico com sequência TRAP e seus desfechos até a realização do parto. Estudo transversal, observacional, descritivo, qualitativo e retrospectivo, do tipo relato de um caso baseado em dados obtidos em prontuário médico da paciente e avaliação de imagens ultrassonográficas. O embasamento científico foi feito por buscas nas bases de dados Pubmed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando como descritores: "Laser Coagulation", "Pregnancy, Twin", "TRAP sequence" e "Acardiac twin". A coleta de dados foi feita após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido pela paciente. NSB, 34 anos, hígida, história familiar de gemelaridade positiva, G4 PN3 A0. Ao ultrassom com 15 semanas e 5 dias foram vistos achados de um feto morfologicamente normal (feto “bomba”) e o outro acárdico, edemaciado e mal-formado (feto acárdico). Ao doppler espectral da inserção abdominal do cordão umbilical do feto acárdico, foi visualizado fluxo reverso, além de aumento da resistência ao fluxo no ducto venoso do feto “bomba”, confirmando assim o diagnóstico de sequência TRAP. Com 19 semanas e 6 dias de idade gestacional, foi realizada fotocoagulação a laser da inserção abdominal do cordão umbilical do gêmeo acárdico via transamniótica, com orientação ultrassonográfica, utilizando fibra de laser transpassada por agulha que interrompeu de modo sustentado do fluxo vascular. A gestação prosseguiu sem intercorrências e com 37 semanas e 0 dias foi interrompida pela via cesariana, por indicação da equipe médica. A paciente apresentou boa evolução após o procedimento de fotocoagulação a laser, sendo acompanhada com ultrassonografias semanais que evidenciaram a redução do fluxo sanguíneo reverso quando comparado aos exames anteriores e a sobrevivência do gêmeo bomba após o procedimento. A via de parto escolhida pela equipe médica foi a cesariana com 37 semanas de gestação, realizada sem intercorrências.
