Alterações musculoesqueléticas em indivíduos com distúrbios da tireóide
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Resumo
Manifestações do sistema musculoesquelético (dor, fadiga, parestesias, edema, etc) não podem ser tratadas como se fossem somente disfunções do sistema musculoesquelético. Essas manifestações podem estar associadas a doenças de outros sistemas. As alterações tireoidianas podem se gerar queixas mioarticulares, segundo a literatura cientifica. Baseados nessas evidências, propomos o presente estudo de revisão para determinar os sinais e sintomas musculoesqueléticos associados a essas condições clínicas da disfunção tireoidiana. Devido à falta de correlação entre os distúrbios musculoesqueléticos com as disfunções da tireóide no processo de avaliação fisioterapêutica. Este estudo torna- se importante para verificar a existência de publicações sobre a relação das alterações musculoesqueléticas e as disfunções da tireóide; Compreender as alterações musculares em pacientes com disfunções tireoidianas (Hipotireoidismo e Hipertireoidismo); Comparar suas características clínicas, bem como descrever o processo fisiológico do sistema muscular na ocorrência de uma disfunção tireoidiana; Identificar as consequências decorrentes das alterações hormonais tireoidianas, correlacionando- as, ou não às doenças musculoesqueléticas; E com isso, programar um tratamento médico e fisioterapêutico, para atender a cada indivíduo adequadamente. Esse é um estudo de revisão bibliográfica, com informações colhidas de fontes como: livros, artigos de revistas e periódicos, com consulta aos bancos de dados, LILACS, MEDLINE, PUBMED e SCIELO, sendo utilizados na busca as palavras- chaves: Hipotireoidismo; Hipertireoidismo; e Alterações Musculoesqueléticas. Em Inglês: hypothyroidism, hyperthyroidism, musculoskeletal abnormalities, e as referências publicadas em língua portuguesa, e inglesa de 1990 a 2009. Nas avaliações obtidas pelo estudo realizado por Blatt e Landmann (2007), com 270 pacientes que receberam atendimento no Laboratório Escola, observou- se que 86,3% destes são do sexo feminino e 13,7% do sexo masculino, ambos com idades entre 20 e 74 anos. Segundo Santos (2002), as mulheres são afetadas pelo menos cinco vezes mais que os homens, devido ao próprio envelhecimento da glândula e a processos orgânicos normais entre outras causas, a própria gravidez on menopausa. E devido aos estrogênios aumentarem a concentração de Globulina Ligante de Tiroxina (TBG) e assim elevam as concentrações séricas de T4 e T3 no soro (BLATT e LANDMANN, 2007). Os pacientes com diagnóstico de hipertireoidismo há uma prevalência de 1,5% das mulheres e 1,8% dos homens, com idade entre 44 e 62 anos (BLATT e LANDMANN, 2007). A periartrite crônica, a tendinite calcificante, a miastenia grave, e as miopatias estão relacionadas ao hipertireoidismo (GOODMAN e SNYDER, 2002). De acordo com Goodman e Snyder (2002), a tenossinovite flexora com rigidez, a síndrome do túnel do carpo, a fibromialgia, as parestesias, e as câimbras são correlacionadas ao hipotireoidismo. A literatura correlaciona as disfunções da tireóide com os distúrbios mioarticulares, mas faz- se necessário mais estudos para esclarecer os mecanismos fisiológicos que afetam o sistema musculoesquelético.
