Efeitos adversos da poliquimioterapia em pacientes portadores de hanseníase durante 2019 a 2023 em um hospital filantrópico da Grande Vitória-ES

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A Hanseníase é uma doença infecciosa crônica de evolução lenta. É causada pelo bacilo de Hansen, Mycobacterium leprae (M. leprae), reconhecido por seu alto poder imunogênico e alta infectividade, acometendo não só a pele, mas também os nervos periféricos. O estigma da hanseníase ainda afeta muitas pessoas no Brasil. Apesar dos avanços no tratamento, a falta de informação leva à discriminação. Ressalta-se, ainda, um aspecto importante da epidemiologia da hanseníase no Brasil, a característica heterogênea da distribuição geográfica. A doença é mais prevalente em áreas de baixo desenvolvimento socioeconômico, onde as condições precárias de vida e a falta de acesso a serviços de saúde adequados favorecem a sua transmissão. Embora a poliquimioterapia (PQT) com rifampicina (RMP), dapsona (DDS) e clofazimina (CFZ) seja o tratamento padrão atualmente, é essencial reconhecer que essa abordagem terapêutica pode acarretar efeitos adversos em determinados pacientes. A hanseníase está incluída na Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública, o que obriga o registro dos casos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Apesar dos esforços do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil em fornecer tratamento adequado para a doença, o país está em segundo lugar entre os países com maior número de casos no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). O objetivo geral deste estudo é analisar e quantificar a incidência de efeitos adversos que ocasionam a mudança para o uso de terapia alternativa à PQT convencional em pacientes com Hanseníase acompanhados no Serviço de referência de um hospital filantrópico de Vitória/ES durante 2019 a 2023. Neste estudo observou-se reações adversas relacionadas, mais frequentemente, ao uso da DDS e da CFZ. Dentre os efeitos adversos, as alterações hematológicas e a anemia foram os mais prevalentes. Exames laboratoriais periódicos, conhecimento do perfil epidemiológico da população acometida com reações adversas são importantes fatores para a prevenção e intervenção precoce em eventos adversos à PQT.

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