Eficácia do tratamento com pembrolizumabe em tumores com deficiência no sistema mismatch repair (MMR): uma revisão integrativa
| dc.contributor.author | Garcia, Andre Torres | |
| dc.contributor.author | Freitas, Lívia Schultz Corcino | |
| dc.contributor.author | Costa, Lucas Bonna | |
| dc.date.accessioned | 2025-10-17T12:12:18Z | |
| dc.date.issued | 2024-11-01 | |
| dc.description.abstract | Este estudo avalia a eficácia da imunoterapia com inibidores de PD-1, como o pembrolizumabe, em cânceres avançados associados à deficiência no sistema de reparo de incompatibilidades do DNA (dMMR) e à alta instabilidade de microssatélites (MSI-H). Foi conduzida uma revisão sistemática utilizando seis bases de dados (Medline, BVS/VHL, Cochrane, Scopus, Web of Science e Science Direct) para identificar artigos sobre o tratamento de pacientes com pembrolizumabe e mutação de reparo de erros (MMR). A estratégia de busca incluiu descritores selecionados do Medical Subject Headings (MeSH). A pesquisa foi realizada de 15 de agosto a 15 de setembro de 2024, e os resultados foram gerenciados com o EndNote para remoção de duplicatas. Foram incluídos artigos com texto completo disponíveis que avaliavam pacientes tratados com pembrolizumabe e com alteração de MMR, excluindo revisões, resumos, estudos em organismos não humanos e artigos indisponíveis. Extração de dados seguiu um formulário desenvolvido pelos autores, abrangendo informações básicas do estudo, características dos pacientes e detalhes da terapia, conforme o protocolo PRISMA. A revisão demonstrou que pacientes com tumores dMMR ou MSI-H, especialmente em cânceres colorretais, apresentaram uma taxa de sobrevida livre de progressão (PFS) significativamente maior do que aqueles sem essas mutações. Esses pacientes também mostraram uma maior sobrevida global (OS), com alguns estudos relatando uma OS não alcançada durante o acompanhamento, refletindo um impacto clínico positivo da imunoterapia nesses subgrupos. Além do perfil genético, a carga mutacional tumoral (TMB) emergiu como um fator importante para a resposta ao tratamento. Pacientes com alta TMB, como os com câncer de pulmão de células não pequenas, tendem a responder melhor à imunoterapia, independentemente do tipo de mutação dMMR ou MSI-H. A combinação de terapias, como o uso de pembrolizumabe com enzalutamida para câncer de próstata resistente à castração, também foi analisada e demonstrou melhorar os desfechos clínicos, prolongando a sobrevida dos pacientes. No entanto, a resposta à imunoterapia não foi uniforme, e fatores como o microambiente tumoral, infiltração linfocitária e expressão de PD-L1 influenciaram a eficácia do tratamento. Observou-se que a continuidade da imunoterapia por períodos prolongados, como até dois anos, foi crucial para o controle da doença, principalmente em cânceres mais agressivos. Em contraste, pacientes com baixa infiltração de células T ou tumores sem mutações específicas não mostraram os mesmos benefícios clínicos. A heterogeneidade das respostas terapêuticas entre os diferentes tipos de câncer sugere que a personalização do tratamento com base no perfil molecular é fundamental para otimizar os resultados. O estudo conclui que a identificação de biomarcadores, como a MSI-H e o dMMR, deve ser integrada às estratégias terapêuticas para melhorar a seleção de pacientes e maximizar os benefícios da imunoterapia. | |
| dc.description.sponsorship | Santos, Priscila Pinto e Silva dos | |
| dc.identifier.uri | https://ri.emescam.br/handle/123456789/327 | |
| dc.language | por | |
| dc.subject | Imunoterapia com Inibidores | |
| dc.subject | Deficiência no Sistema de Reparo de Incompatibilidades | |
| dc.subject | Câncer | |
| dc.subject | Tratamento | |
| dc.title | Eficácia do tratamento com pembrolizumabe em tumores com deficiência no sistema mismatch repair (MMR): uma revisão integrativa | |
| dc.type | Other |
